A catástrofe climática é tema cada vez mais comum em noticiários. Em agosto, diversas cidades brasileiras registraram altas de temperatura recorde para esta época do ano – como São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Cuiabá, São Carlos, entre outras.
Esta alta da temperatura média vai afetar seres vivos diversos, incluindo os humanos, sob diferentes aspectos. Um deles são as viagens. Confira a seguir como a intensificação do aquecimento global vai afetar a indústria turística!
O que ocorre
Atualmente, o processo em curso torna os dias quentes mais quentes e frequentes, enquanto os dias frios estão se tornando mais incomuns. A indústria turística é muito vulnerável às mudanças climáticas, ao mesmo tempo em é responsável por 8% das emissões de gases de efeito estufa (GEE), responsáveis pelo aquecimento global.
Alguns dos lugares mais bonitos e procurados do mundo (como ilhas e municípios ao nível do mar) são os mais vulneráveis. Na prática, isso pode causar catástrofes climáticas e eliminação de habitats.
Um exemplo disso são as Ilhas Salomão e os corais no nordeste da Austrália. A catástrofe climática em curso eleva o nível do mar e acidifica os oceanos, o que alaga municípios e prejudica a fonte de renda de milhares de pessoas.
Viagens aéreas
O preço das passagens aéreas deve sofrer alterações. Isso se deve pois, quando o ar se expande quando está mais quente, o que reduz a sua densidade e, com ela, o número de moléculas disponíveis para impulsionar o avião para cima.
Dessa forma, altas temperaturas dificultam a decolagem dos aviões, aumentando o consumo de combustível (o que intensifica a emissão de gases poluentes). E, em algumas condições mais extremas, impossibilitam a decolagem.
Logo, a catástrofe climática vai afetar para onde vamos, quando vamos e, em alguns casos, se podemos ir. Vale pontuar que este problema é ainda maior em aeroportos de altitude, onde o ar já é naturalmente menos denso e as pistas são mais curtas. Em maiores temperaturas, um avião precisará de mais pista para aterrisar.